sábado, 10 de novembro de 2018

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Título original:O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão
Gênero:Aventura / Comédia
Colorido
Ano de produção:1977
Duração82 minutos

Sinopse:Os amigos Pilo e Duka ganham a vida em brigas simuladas nas praças públicas, enquanto Fumaça recolhe apostas. Pensando que são homens corajosos, a jovem Glória contrata os três para uma expedição às minas do Rei Salomão, onde o pai dela, o arqueólogo Aristóbulo, é prisioneiro.
Oferece como prêmio um fabuloso tesouro desconhecido do qual ela tem a única pista existente. Pilo logo se apaixona por ela que, no entanto, está interessada em Alberto, também integrado à expedição.
Durante a jornada, enfrentam uma bruxa malvada disposta a tudo para impedir que eles cheguem até o tesouro. 

Biografia de Renato Aragão
Renato Aragão (1935) é um humorista, ator e cineasta brasileiro. Entrou para a história da televisão interpretando o personagem “Didi Mocó”, no programa humorístico “Os Trapalhões”.
Renato Aragão (1935), nome artístico de Antônio Renato Aragão, nasceu em Sobral, no Ceará, no dia 13 de janeiro de 1935. Filho do escritor Paulo Ximenes Aragão e de Dinorá Lins cresceu em uma família de classe média. Grande admirador do comediante Oscarito, chegou a assistir seus filmes inúmeras vezes e encontrou sua vocação na carreira artística. Em 1960 fez sua primeira aparição na TV Ceará, no programa Vídeo Alegre, quando o personagem (Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novalgino Mufumbo), ou simplesmente “Didi”, surgiu, após concluir que seu prenome não combinava com o humorismo.
Em 1961 formou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará. Em 1964 “Didi” foi para o Rio de Janeiro estudar direção de programas, mas logo começou a trabalhar no humorístico intitulado “A E I O URCA” da TV Tupi. Em 1966 foi contratado pela TV Excelcior, de São Paulo, onde atuou no programa “Adoráveis Trapalhões”, que reunia além de Didi, Wanderley Cardoso, Ivon Cury e Ted Boy Marino.
Em 1974, Renato Aragão voltou para a TV Tupi, onde se formou o grupo que iria fazer sucesso durante longos anos, com Renato Aragão (Didi), Manfried Sant’Anna (Dedé), Antônio Carlos (Mussum) e Mauro Faccio (Zacarias). Em 1977 o programa foi levado para a TV Globo, onde ficou no ar até 1995, quando reinavam absolutos entre a criançada.
Por um período breve, em 1983, Dedé, Mussum e Zacarias separaram-se de Didi, que ficou sozinho no programa. A partir de 1986, Renato Aragão passou a apresentar, ao vivo, “Criança Esperança”, programa anual da TV Globo. Em 1991 Renato Aragão foi nomeado o embaixador da UNICEF no Brasil. Em 1990 Zacarias morreu e em 1994, com a morte de Mussum o programa os Trapalhões chegou ao fim. Em 1998 Renato Aragão voltou com a “Turma do Didi” e depois de dez anos passou a dividir a tela com o antigo parceiro Dedé, no programa dominical “Aventuras do Didi”.
Proprietário da Renato Aragão Produções Artísticas, além de programas para a TV e shows, o comediante produziu, dirigiu e atuou em 47 filmes, entre eles, “Adorável Trapalhão” (1966), “Ali Babá e os Quarenta Ladrões” (1972), “Os Saltimbancos Trapalhões” (1981), “Os Trapalhões e o Rei do Futebol”, com Pelé, (1986), “A Princesa Xuxa e os Trapalhões” (1989) e “O Noviço Rebelde” (1997).
Renato Aragão está casado com Lilian Taranto, bem mais nova que ele, com quem tem uma filha chamada Lívian Aragão, nascida em 1999, que já dividiu a tela do cinema em diversos filmes e da TV na série “Acampamento de Férias”, que foi ao ar entre 2009 a 2012, com três edições por ano.
Em março de 2014, Renato Aragão sofreu um infarto agudo do miocárdio logo após a festa de aniversário de 15 anos de sua filha Lívian. Hoje, segue com uma dieta regrada, faz esteira e hidroginástica, afirmou o comediante.


Biografia de Dedé Santana
Manfried Sant'Anna, mais conhecido como Dedé Santana, (Niterói, 29 de abril de 1936) é um ator, apresentador, diretor, dublador, humorista e roteirista brasileiro, conhecido por ter integrado o grupo humorístico Os Trapalhões.
Filho do palhaço Picolino (Oscar Santana) e da contorcionista Ondina Santana, Dedé foi criado por uma família, que é descendente de ciganos, entre artistas de circo. Entrou no seu primeiro espectáculo circense apenas com três meses de vida. No picadeiro fez barra, trapézio, globo da morte e foi palhaço de matinê. É sobrinho do também comediante Colé Santana.
Dedé formou, com o ator e irmão Dino Santana, uma dupla, Maloca e Bonitão. No filme Na Onda do Iê-iê-iê, de 1966, já na companhia de Renato Aragão, Dedé e Didi vão à delegacia para salvar o personagem César Silva, vivido pelo cantor Silvio César, que estava preso injustamente e tinha que sair da cadeia para participar de um festival, o guarda reconheceu Dedé perguntando: "Você não é o Maloca da televisão? Me conta uma piada!", então Dedé ficou entretendo o guarda para que Didi abrisse o cadeado da prisão para a fuga do personagem César Silva.
Foi com Renato Aragão, que Dedé conheceu na Rede Excelsior, que iniciou o grupo de comediantes e humoristas que lhe viria a dar fama, Os Trapalhões. Como Dedé é de formação circense, ensinou muitas piruetas e movimentos de circo a Didi na época que eram uma dupla.
Ao lado de Mussum, Didi e Zacarias e de diversos artistas do elenco da Globo como Roberto Guilherme, Tião Macalé e Carlos Kurt, Dedé participou de várias edições do Criança Esperança, de 1986 até 1996. Criado e estreado em 1986, foi ao ar exibido ao vivo direto do antigo Teatro Fênix, durante o especial que comemorou os 20 anos de Os Trapalhões, em 28 de dezembro de 1986, na Rede Globo. Dedé também comemorou os 25 anos de Os Trapalhões com Mussum e os 30 anos de Os Trapalhões com Didi no Criança Esperança.
Após sofrer com a perda dos amigos e parceiros Zacarias, falecido em 1990, e Mussum, falecido em 1994, em 1995, Dedé e Didi são contratados por um Canal de Televisão de Portugal e levam a magia trapalhônica ao velho continente com o programa Os Trapalhões em Portugal. O programa ficou no ar por 4 anos, encerrando em 1998.
Integrante da Igreja Pentecostal Assembleia de Deus, Dedé Santana diz ter se convertido depois que passou por uma série de problemas cardíacos, em 1995.
Em 1999 Dedé foi escalado para ser um dos professores do programa humorístico Escolinha do Barulho da Rede Record.
Em 2004, após uma longa separação e diversos desentendimentos, (alguns devido a declarações que dava em entrevistas à imprensa), Dedé se reconciliou com o parceiro Renato Aragão como Didi, em uma participação no programa Criança Esperança daquele ano, exibido pela Rede Globo.
Em 2005, Dedé voltou à televisão com o programa Dedé e o Comando Maluco, em associação com o empresário e comediante Beto Carrero, exibido pelo SBT. O programa chegou a ser exibido no mesmo horário do programa A Turma do Didi. De acordo com o Ibope, o programa de Dedé no SBT chegou a vencer A Turma do Didi. Dedé e o Comando Maluco foi cancelado após o falecimento de Beto Carrero, em fevereiro de 2008.
Depois de ter ficado 14 anos afastado da Rede Globo e após diversas negociações, em junho de 2008 Dedé voltou a trabalhar com o atual parceiro Renato Aragão, e o retorno deu-se no programa humorístico A Turma do Didi, da Rede Globo, onde Dedé foi recebido com muita festa por toda a equipe do programa, com a música "No Mundo da Lua", de autoria de Michael Sullivan e Paulo Massadas.
Dedé também voltou ao programa anual Criança Esperança da Rede Globo também no ano de 2008, ao lado dele, Renato Aragão, o Didi e do elenco de A Turma do Didi, cantando as músicas "No Mundo da Lua" e "Um Cientista Maluco".
Também fez parte do elenco do programa Aventuras do Didi, na Rede Globo.
Em abril de 2011 foi homenageado em seu 75º aniversário, no "Circovolante - 3 Encontro de Palhaços", realizado em Mariana/MG.
Dedé inaugurou em julho de 2011, perto do Shopping São Gonçalo, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, o circo chamado de Circo do Dedé Santana, onde acontece espetáculos circenses.
Dedé conheceu sua ex-esposa, Ana Rosa, em 1958 e, em menos de dois anos, casaram e tiveram um filho: Maurício, que morreu de leucemia em 1961, para desespero de Dedé e de Ana. Eles se separaram por alguns meses, porém se reconciliaram e Ana Rosa engravidou, e em abril de 1962 tiveram uma filha: Maria Leone, que lhe deu uma neta. Quando a filha era ainda criança, Dedé e Ana resolveram se separar definitivamente.
Dedé Santana também foi casado com a atriz Susana Mattos com quem fez par romântico no filme O Casamento dos Trapalhões .
Casou novamente e teve cinco filhos com a filha do ator Átila Iório.
Casado desde 1998 com Christiane Bublitz, ex-Rainha da 1° Oktoberfest de Santa Cruz do Sul e com ela tem os filhos: Marcos, Yasmim e Daynara.

Dedé ficou marcado como o mais sério dos Trapalhões (fato que ele mesmo admite em entrevistas sobre o seu personagem), por ser ele o que agia de maneira mais normal, talvez para que o personagem se diferenciasse um pouco dos seus três amigos exageradamente hilários. Por ser o mais inteligente, Dedé agia como o cérebro do grupo. Sempre tentava corrigir as trapalhadas de seus companheiros e se mostrava o mais impaciente e o mais facilmente aborrecível. Mas não era difícil vê-lo metido em situações bastante cômicas. Sua masculinidade era constantemente questionada e ironizada por Didi


Biografia de Mussum
Antônio Carlos Bernardes Gomes, mais conhecido como Mussum (Rio de Janeiro, 7 de abril de 1941 — São Paulo, 29 de julho de 1994), foi um músico, humorista, compositor e ator brasileiro.
Na indústria musical, integrou o grupo de samba Os Originais do Samba em meados da década de 60. Como humorista, fez parte do célebre grupo Os Trapalhões.
Mussum nasceu no Morro da Cachoeirinha, no Lins de Vasconcelos, zona norte do Rio de Janeiro. Filho da empregada doméstica Malvina Bernardes Gomes. Mussum se focou nos estudos, repassando os ensinamentos para a sua mãe, concluindo o ensino primário em 1954. Não desejando interromper sua educação, assim ingressou na Fundação Abrigo Cristo Redentor.
No Instituto Profissional Getúlio Vargas, uma das instituições pertencentes a Fundação Abrigo Cristo Redentor, Mussum foi aprovado em uma seletiva para o programa "Nutrição Boa." Em 1957, Mussum obteve o diploma de ajustador mecânico junto com uma recomendação de trabalho, o recém formado começou a trabalhar como aprendiz em uma oficina no Rocha na Zona Norte do Rio de Janeiro. Serviu na Força Aérea Brasileira durante oito anos.
Mussum teve origem humilde: nasceu no Morro da Cachoeirinha, no Lins de Vasconcelos, zona norte do Rio de Janeiro. Estudou durante nove anos num colégio interno, onde obteve o diploma de ajustador mecânico. Serviu na Força Aérea Brasileira durante oito anos, ao mesmo tempo em que aproveitava para participar da Caravana Cultural de Música Brasileira de Carlos Machado. Mussum iniciou sua carreira artística tocando reco-reco no grupo Os Modernos do Samba.[8]
Fundou o grupo Os Sete Modernos, posteriormente chamado Os Originais do Samba. O grupo teve vários sucessos. As coreografias e roupas coloridas os fizeram muito populares na tevê, nos anos 1970, tendo o grupo se apresentado em diversos países. Antes, nos anos 1960, foi convidado a participar de um show de televisão, como humorista. De início, recusou o convite, justificando-se com a afirmação de que pintar a cara, como é costume dos atores, não era coisa de homem. Finalmente, estreou no programa humorístico Bairro Feliz (TV Globo, 1965). Consta que foi nos bastidores deste show que Grande Otelo lhe deu o apelido de Mussum, que origina-se do muçum, um peixe teleósteo sul-americano: como o peixe, Mussum era escorregadio e liso, já que conseguia facilmente sair de situações estranhas.
Em 1969, o diretor de Os Trapalhões, Wilton Franco, o viu numa apresentação de boate com seu conjunto musical e o convidou para integrar o grupo humorístico, na época na TV Excelsior. Mais uma vez, recusou: entretanto, o amigo Manfried Santanna (Dedé Santana) conseguiu convencê-lo, e Mussum passou a integrar a trupe em 1973. Na época, ainda era um trio, pois Zacarias entraria no grupo depois, em 1974. O grupo terminaria tornando-o muito famoso em todo o país. Mussum era o único dos quatro Trapalhões oficiais que era negro (Jorge Lafond e Tião Macalé, apesar de também negros e de atuarem em vários quadros com o grupo durante vários anos, eram coadjuvantes).
Apenas quando Os Trapalhões já estavam na TV Globo, e o sucesso o impedia de cumprir seus compromissos, é que Mussum deixou os Originais do Samba. Mas não se afastou da indústria musical, tendo gravado discos com Os Trapalhões e até três álbuns solo dedicados ao samba. Uma de suas paixões era a escola de samba Estação Primeira de Mangueira: todos os anos, sua figura pontificava durante os desfiles da escola, no meio da Ala de baianas, da qual era diretor de harmonia. Dessa paixão, veio o apelido "Mumu da Mangueira". Também era rubro-negro fanático.

Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum, se dedicou às campanhas sociais a favor dos portadores de deficiência visual, promovendo a doação de córneas em 1981, durante o especial Os Trapalhões - 15 anos, a favor dos desabrigados da seca do Nordeste, de 1983 até 1985 nos especiais SOS Nordeste e também, a favor das crianças e dos adolescentes em todo o Brasil, promovendo o lançamento do show Criança Esperança em 28 de dezembro de 1986, durante o especial 20 Anos Trapalhões - Criança Esperança.Mussum foi considerado, por muitos, o mais engraçado dos Trapalhões. No programa, popularizou o seu modo particular de falar, acrescentando as terminações "is" ou "évis" as palavras arbitrárias (como forévis, cacíldis, coraçãozis) e pelo seu inseparável "mé" (que era sua gíria para cachaça). A personagem que vivia no programa Os Trapalhões tinha, como característica principal, o consumo constante de bebidas alcoólicas, em especial a cachaça.
Mussum se celebrizou por expressões onde satirizava sua condição de negro, tais como "negão é o teu passádis" e "quero morrer prêtis se eu estiver mentindo", além de recorrentes piadas sobre bebidas alcoólicas. Também criou outras frases hilariantes, que se popularizaram rapidamente, como "eu vou me pirulitazis (pirulitar)", quando fugia de uma situação perigosa, ou "traz mais uma ampola", pedindo cerveja, ou "casa, comida, três milhão por mês, fora o bafo!", passando uma cantada em uma mulher bonita, ou ainda "faz uma pindureta", pedindo fiado.
Sua personagem constantemente brincava com os outros membros do grupo, inclusive inventando apelidos divertidos (Didi Mocó era chamado de "cardeal" ou "jabá", e Zacarias era chamado de "mineirinho de Sete Lagoas"). Também era alvo de gozações por parte dos demais membros do grupo, recebendo apelidos como "cromado", "azulão", "grande pássaro", "Fumaça" ou "Cabo Fumaça", dentre outros, sempre ficando evidente, entretanto, que as brincadeiras e gozações eram feitas num ambiente de amizade entre os quatro, uma vez que, na maioria dos quadros do programa de tevê, os Trapalhões eram sempre quatro amigos que dividiam uma casa ou apartamento, sendo normal, portanto, que eles constantemente dirigissem gozações e criassem apelidos entre si.Mussum morreu em 29 de julho de 1994, aos 53 anos, vítima de complicações ocorridas após um transplante de coração. O humorista foi sepultado no Cemitério Congonhas, em São Paulo. A escola de samba Mangueira decretou luto e relembrou que o humorista tocava samba com as crianças da Mangueira do Amanhã em dias de folga.
Nos anos 1970 e 1980, Mussum era um dos poucos artistas negros na tv. O humorista nunca foi esquecido pelo grande público que conquistou, permanecendo, até hoje, muito vivo e presente na memória de seus admiradores, principalmente na cidade do Rio de Janeiro, tendo sido lembrado em uma série de camisetas lançadas na cidade com a imagem estilizada de Mussum e a inscrição "Mussum Forevis".
Após o Rio de Janeiro ter sido escolhido sede dos Jogos Olímpicos de 2016, vários internautas satirizaram o pôster de campanha do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com a foto do humorista e, sob ela, a frase "Yes, we créu". Uma sátira a "Yes, we can" (sim, nós podemos), frase de campanha do presidente estadunidense. Também foram produzidas camisetas com a palavra "Obamis".
Uma rua de Campo Limpo, na cidade de São Paulo, ganhou o nome "Comediante Mussum" em sua homenagem. O Largo do Anil, em Jacarepaguá, na cidade do Rio de Janeiro, teve o seu nome mudado pelo prefeito Eduardo Paes para "Largo do Mussum". Uma famosa frase do humorista, "Só no Forévis", inspirou a banda brasileira de hardcore punk Raimundos, que utilizou a frase como título de seu álbum homônimo de 1999, bem como título da canção que abre o disco, uma vinheta na qual a música "Selim" era tocada em ritmo de samba.





sexta-feira, 9 de novembro de 2018

423


Título original:The Last Musketeer 
Título no Brasil:O Último mosqueteiro
Gênero:Faroeste
Preto e branco
Legendado
Ano de produção:1952
Duração:67 minutos

Sinopse:Allen tenta impedir o ambicioso Anderson de assumir toda a terra no distrito de criadores de gado. Anderson tenta acabar com a água acima do vale de modo que a terra vai se tornar barato a ele então planeja comprar de tudo, construir uma represa, e se tornar rico vendendo energia elétrica. Allen estraga o sistema quando ele descobre outra fonte de água. 

Biografia de Rex Allen
Rex Elvie Allen ou simplesmente Rex Allen (Willcox, 31 de dezembro de 1920, – Tucson, 17 de dezembro de 1999) foi um cantor, compositor, ator de faroeste B estadunidense, e locutor de rodeios. Era chamado de "The Arizona Cowboy". Seu filho, Rex Allen Jr., também fez sucesso como cantor de música country na década de 1970.
Rex Allen aprendeu a tocar violão ainda na infância. Após se formar em 1939, trabalhou em rodeios por um ano e depois se empregou como cantor de música country em uma emissora de rádio na cidade de Phoenix, Arizona. Entre 1945 e 1950, apareceu no famoso programa radiofônico National Barn Dance, da Rádio WLS de Chicago, Illinois. Em 1948, assinou com a Mercury Records, gravadora de inúmeros de seus sucessos de música country. Em 1952, foi para a Decca, continuando a lançar discos bem-sucedidos até os anos 1970.
Quando cowboys cantores como Roy Rogers e Gene Autry começavam a mostrar cansaço, a Republic Pictures resolveu fazer um teste com Rex em 1949. Aprovado, ele fez seu primeiro filme, O Cowboy do Arizona (The Arizona Cowboy, 1950), que lhe valeu o apelido que o acompanhou por toda sua vida. Com o fim dos faroestes B, transferiu-se para a televisão, onde, entre 1958 e 1959, fez trinta e nove episódios de meia hora da apreciada série The Frontier Doctor. Nela, ele interpretava o médico Bill Baxter, que enfrentava índios hostis, bandidos sanguinários e outras situações difíceis, sempre desarmado.
Em seguida, Allen tornou-se locutor de rodeios e shows, além de iniciar uma prolífica carreira de narrador de filmes, principalmente para os estúdios Walt Disney. Foi também um dos locutores de comerciais mais bem pagos dos Estados Unidos.
Em 17 de dezembro de 1999, em Tucson, Arizona, Rex Allen sofreu um infarto enquanto caminhava; sem perceber o que acontecia, seu assistente acabou por atropelá-lo, o que causou sua morte.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

404


Título original:Aleijadinho Paixão Glória e Suplício
Gênero:Drama
Colorido
Ano de produção:2000
Duração:100 minutos

Sinopse:Século XVIII. Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, tomou-se artista famoso com suas esculturas dos profetas e igrejas inteiras de Ouro Preto e outras cidades brasileiras. Até que uma doença misteriosa destruiu seus dedos, mãos, braços e tirou sua vida. Um professor e historiador procura pela nora viva de Aleijadinho, falecido em 1814.


Biografia de Mauricio Gonçalves
Maurício Gonçalves (Rio de Janeiro, 20 de agosto de 1966) é um ator brasileiro. É filho do ator Milton Gonçalves. 


terça-feira, 6 de novembro de 2018

398


Título original:Rawhide 
Título no Brasil:Correio do Inferno
Gênero:Faroeste
Preto e branco
Legendado
Ano de produção:1951
Duração:89 minutos

Sinopse:No Velho Oeste Tom Owens (Tyrone Powers) trabalha como assistente de Sam Todd (Edgar Buchanan) em uma distante estação de diligências. Em uma delas chega Vinnie Holt (Susan Hayward), que carrega seu bebê nos braços. Sabendo que uma quadrilha está nas redondezas, Todd e Owens obrigam Vinnie a ficar na estação até o próximo dia. No entanto chega na estação um desconhecido chamado Zimmerman (Hugh Marlowe), que inicialmente se faz passar por um xerife mas logo revela ser o líder do bando. Eles acabam matando Sam Todd, além disto Zimmerman conclui que Vinnie é mulher de Owens, assim decide mantê-los prisioneiros. Zimmerman precisa de Owens para não despertar suspeitas, pois pretende assaltar um carregamento de US$ 100 mil em ouro, que chegará na estação no outro dia por volta das doze horas. Zimmerman sempre ameaça Owens se ele não colaborar, mas como testemunhou um crime Owens tem certeza que, após o assalto, ele e Vinnie serão mortos. Assim tenta elaborar um plano de fuga para ele, Vinnie e a criança. 
 

Biografia de Tyrone Power
Tyrone Edmund Power, Jr. (Cincinnati, 5 de maio de 1914 – Madrid, 15 de novembro de 1958), creditado geralmente sob o nome Tyrone Power e conhecido, algumas vezes, como "Ty Power", foi um ator de cinema e de teatro estadunidense, que atuou em diversos filmes entre os anos 30 e 50, em papéis de capa-e-espada ou personagens românticos, como em The Mark of Zorro, Blood and Sand, The Black Swan, Prince of Foxes, The Black Rose, e Captain from Castile.
Nos anos 50, Power limitou seus papéis no cinema, para dedicar algum tempo ao teatro. Sua grande chance teatral surgiu com John Brown's Body (poema) e com a peça Mister Roberts. Power morreu de um infarto agudo do miocárdio, aos 44 anos.
Nascido em Cincinnati, Ohio, em 1914, foi o único filho do ator de cinema e teatro estadunidense (nascido inglês) Tyrone Power, Sr., e Helen Emma "Patia" Reaume. Power era descendente de uma longa linhagem de atores de teatro, entre eles seu bisavô, o ator e comediante irlandês Tyrone Power (1795-1841). Tinha sangue francês por parte de seus pais, que descendiam de católicos franceses do Canadá por parte da família Reaume, de sua mãe, e de protestantes huguenotes, por parte de sua avó paterna Lavenu e Blossett. Por parte de sua bisavó paterna, Anne Gilbert, Power era aparentado com o ator Laurence Olivier; por parte de sua avó paterna, a atriz Ethel Lavenu, era aparentado com o escritor Evelyn Waugh, e por parte do primo de seu pai, Norah Emily Gorman Power, era aparentado com o diretor de teatro Sir William Tyrone Guthrie, fundador do Stratford Theatre, no Canadá e do Tyrone Guthrie Theatre, em Minneapolis, Minnesota.
Durante seu primeiro ano de vida, Tyrone viveu em Cincinnati. Seu pai ficava ausente por longos períodos, devido à temporada de teatro em Nova Iorque. Era uma criança doentia, e o médico sugeriu à sua família que o clima da Califórnia poderia lhe fazer bem; a família mudou-se para lá em 1915, e a irmã de Tyrone, Anne, nasceu na Califórnia em 26 de agosto de 1915. Seus pais aturaram juntos no teatro e, em 1917, realizaram o filme The Planter. Tyrone Power, Sr., que mais tarde se tornou conhecido, acabou indo, devido a sua carreira, para Nova Iorque; os Powers se divorciaram por volta de 1920.
Após o divórcio, Patia Power trabalhou como atriz de teatro. Em 1921, aos 7 anos, o jovem Tyrone apareceu ao lado de sua mãe em La Golondrina, em São Gabriel, Califórnia. Alguns anos mais tarde, a família voltou para Cincinnati, ao lado da tia de Patia, Helen Schuster Martin, fundadora da Schuster-Martin School of Drama. Power cresceu ao lado de seus dois primos, Roberta e William [Bill], e da tia de sua mãe, Helen; estudou na escola católica de Cincinnati e se graduou na Purcell Marian High School, em 1931.
 Tyrone Power associou-se a seu pai no verão de 1931, após terem ficado algum tempo separados devido ao divórcio. Seu pai teve um infarto agudo do miocárdio em dezembro de 1931, morrendo nos braços do filho, enquanto preparava a performance para The Miracle Man. Tyrone Power, Jr., qual ele era então conhecido, decidiu continuar na carreira artística. Ele foi de porta em porta, em busca de um trabalho como ator, mas não conseguiu; em 1932, apareceu em uma ponta em Tom Brown of Culver, um filme estrelado por Tom Brown e foi extra no filme Flirtation Walk. Frustrado, ele aceitou o coselho de um amigo, Arthur Caesar, e partiu para Nova Iorque em busca de experiência teatral.
Durante sua viagem a Nova Iorque, parou em  Chicago, onde seu amigo, Don Ameche, convenceu-o a trabalhar um tempo no rádio; percebendo que não tinha habilidade para tal atividade, Power partiu novamente para Nova Iorque, onde conheceu Katharine Cornell, a grande atriz de teatro, que o indicou para substituir Burgess Meredith na peça Flowers of the Forest. Posteriormente, Cornell o colocou no papel de Benvolio em Romeu e Juliet. Nessa época, Hollywood o observou, oferecendo-lhe um teste para o cinema. Katharine Cornell o aconselhou a não ir para Hollywood sem antes ter alguma experiência teatral, e Tyrone Power aceitou o conselho. Cornell deu a ele um papel substancial em sua próxima peça, St. Joan. Novamente Hollywood se interessou e lhe ofereceu o teste. Cornell lhe disse que agora estava “pronto”.
Tyrone Power foi para Hollywood em 1936, e assinou contrato com a 20th Century-Fox. No entanto, não foi reconhecido seu talento por algum tempo, e teve uma falsa esperança quando foi escalado para Sing Baby Sing, a pedido de Alice Faye, uma estrela do estúdio. O diretor, Sidney Lanfield, não reconheceu seu potencial e o tirou do elenco do filme, alegando que ele nunca se tornaria um ator. Faye interveio novamente, e convenceu o estúdio a lhe dar uma chance. Conseguiu um pequeno papel em Girls' Dormitory, e nesse filme conquistou várias fãs, entre elas Hedda Hopper. Posteriormente, Power fez um papel maior em Ladies in Love, que estrelava Janet Gaynor, Constance Bennett e Loretta Young. Ao perceber que a 20th Century-Fox não o considerava entre suas opções, Tyrone Power foi ao escritório do diretor, Henry King, para lhe perguntar sobre a possibilidade de um papel de destaque. King ficou impressionado com ele e insistiu para que fizesse um teste para Lloyd's of London, um papel que já era de Don Ameche. A despeito das reservas de Darryl F. Zanuck, foi decidido dar a Power o papel no filme, o qual era dirigido por Henry King, e a editora da Fox, Barbara McLean, convenceu-o de que Power tinha mais presença em cena do que Don Ameche. Ele foi para a estréia do filme como um desconhecido, e saiu como uma estrela, inciando aí seu sucesso cinematográfico.Tyrone Power esteve em evidência de 1936 até 1943, quando sua carreira foi interropida para o serviço militar. Nessa época, estrelou comédias românticas:Thin Ice e Day-Time Wife; dramas: Suez, Blood and Sand, Son of Fury: The Story of Benjamin Blake,The Rains Came e In Old Chicago; musicais: Alexander's Ragtime Band, Second Fiddle e Rose of Washington Square; western: Jesse James (1939) e Brigham Young; filmes de Guerra: Yank in the R.A.F. e This Above All; capa-e-espada: The Mark of Zorro e The Black Swan. Jesse James foi um grande sucesso, mas recebeu muitas críticas pela glamurização do famoso fora-da-lei. O filme foi feito em torno de Pineville, Missouri, e foi o primiro filme Technicolor de Power. Em sua carreira, fez 16 filmes em cores, incluindo o que estava fazendo quando morreu. Foi emprestado uma vez, para a MGM, para fazer Marie Antoinette. Zanuck ficou irritado porque a MGM usou a maior estrela da Fox em um papel secundário, e nunca mais o emprestou. Power foi aventado para o papel de Ashley Wilkes em Gone with the Wind, Joe Bonaparte em Golden Boy, Paris em King's Row; além disso, Harry Cohn o convidou para diversos filmes; e esteve nos planos de Norma Shearer para a produção de The Love of the Last Tycoon.
Power foi considerado a segunda maior bilheteria de 1939, só superado por Mickey Rooney.
Em 1940, a carreira de Tyrone Power tomou uma direção dramática, quando o filme The Mark of Zorro foi realizado. Power fez o papel de Don Diego Vega, durante o dia, e de Zorro, durante a noite. O papel fora feito, anteriormente, por Douglas Fairbanks, em 1920, num filme com o mesmo título. A atuação de Power foi excelente, e a 20th Century Fox colocou-o no elenco em filmes de capa-e-espada nos anos seguintes. Power foi um excelente espadachim, e a cena do duelo em The Mark of Zorro é considerada uma das melhores da história do cinema. O grande espadachim de Hollywood, Basil Rathbone, que atuou com ele em The Mark of Zorro, comentou: "Power was the most agile man with a sword I’ve ever faced before a camera. Tyrone could have fenced Errol Flynn into a cocked hat".
A despeito de se manter ativo no cinema fazendo filmes para a 20th Century-Fox, Tyrone Power dedicou um tempo ao rádio e ao teatro. Ele atuou com sua esposa, Annabella, em diversos programas de rádio, incluindo as peças Blood and Sand, The Rage of Manhattan e Seventh Heaven; também atuou com ela na peça Liliom, em Country Playhouse, Westport, Connecticut, em 1941. Trabalhou também ao lado de Humphrey Bogart, Jeanne Crain, Loretta Young, Alice Faye e Al Jolson.
A carreira de Tyrone Power foi interrompida em 1943, para o serviço militar. Ele entrou para os U.S. Marines em 1942, mas quando voltou, foi requisitado pela 20th Century-Fox para completar mais um filme, Crash Dive, em 1943, um patriótico filme de guerra. Ele foi creditado como Tyrone Power, U.S.M.C.R., e o filme serviu, como muitos da época, para o recrutamento de soldados para a guerra.
Anne Baxter foi uma das atrizes que atuou com ele no cinema e no  teatro. Em 1946, contracenou com Gene Tierney e Anne Baxter em The Razor's Edge, uma adaptação da novela homônima de W. Somerset Maugham.
Seu próximo trabalho foi o film noir Nightmare Alley (1947); Darryl F. Zanuck estava relutante em permitir que Power fizesse o filme, pois sua aparência marcante e charme eram usados como marketing pelo estúdio, e Zanuck temia que o papel sombrio pudesse prejudicar a imagem de Power. Zanuck acabou aceitando, mas dispensou para um “filme A” os recursos que normalmente daria a um filme B. O filme foi dirigido por Edmund Goulding, e, apesar de ter morrido na bilheteria (Zanuck não fez publicidade e o removeu do lançamento), Power recebeu as mais favoráveis críticas de sua carreira. O filme foi lançado em DVD em 2005, após muitos anos de batalha legal, e Power novamente recebeu opiniões favoráveis dos críticos do século XXI.
A incursão de Power no drama foi curta, e ele em seguida convidado para o filme Captain from Castile, dirigido por Henry King, que dirigiu Tyrone Power em onze filmes. Após fazer as comédias românticas That Wonderful Urge (com Gene Tierney, seu par em The Razor's Edge) e The Luck of the Irish (1948) (com Anne Baxter), Power voltou ao capa-e-espada, em The Black Rose e Prince of Foxes.
Nos anos 50, Power começou a se sentir infeliz com os filmes que assumira, tais como American Guerrilla in the Philippines e Pony Soldier, e em 1950 foi para a Inglaterra para fazer o papel principal na peça Mister Roberts, por uma temporada de 23 semanas no London Coliseum.
Para a Fox renovar seu contrato, ofereceu-lhe o papel em The Robe. Ele voltou para a América (o papel acabou sendo de Richard Burton) e, em 1º de novembro de 1952, participou de uma tour de 10 semanas com John Brown's Body (poema), um drama em três pessoas escrito sobre o poema de Stephen Vincent Benét, adaptado e dirigido por Charles Laughton, e estrelado por Power, Judith Anderson e Raymond Massey.
O contrato que fez com seu estúdio lhe permitira fazer papéis fora da 20th Century-Fox, e em 1953 ele fez The Mississippi Gambler para a Universal Studios, com a garantia de uma porcentagem dos lucros, e ganhou 1 milhão de dólares com o filme.
Os críticos aplaudiram sua atuação em "John Brown's Body", e houve uma segunda temporada em outubro de 1953, por 4 meses, ao lado de Raymond Massey e Anne Baxter.
Em 1953, a atriz e produtora Katharine Cornell colocou Power no elenco de The Dark is Light Enough (peça), uma versão do drama do escritor britânico Christopher Fry. A peça era ambientada na Áustria, em 1848. Entre novembro de 1954 e abril de 1955, ele fez uma tour com esse papel nos Estados Unidos e Canadá, terminando com 12 semanas no Anta Theater, Nova Iorque, e 2 semanas no Colonial Theater, Boston. Sua atuação em A Quiet Place, de Julian Claman, teve uma temporada no National Theater, Washington, e terminou em 1955.
Untamed, o último filme de Tyrone Power sob o contrato da 20th Century-Fox, foi lançado em 1955, e no mesmo ano houve o lançamento de The Long Gray Line, um sucesso de John Ford para a Columbia Pictures.Em 1956, ano em que a Columbia lançou The Eddy Duchin Story, outro grande sucesso, Power retorna à Inglaterra para o papel de Dick Dudgeon, em The Devil's Disciple, de George Bernard Shaw, por uma semana no Manchester Opera House, em Manchester, e nove semanas no Winter Garden, em Londres.
Seu antigo chefe, Darryl F. Zanuck, persuadiu-o a atuar em The Sun Also Rises (1957), adaptado do romance de Ernest Hemingway, que foi lançado no mesmo ano que Abandon Ship e Rising of the Moon (apenas narrador), de John Ford. O último filme de Tyrone Power é também um dos seus papéis mais esquecidos, o do acusado de assassinato Leonard Vole, no filme baseado no romance de Agatha Christie, Witness for the Prosecution, dirigido por Billy Wilder. O crítico de The National Post, Robert Fulford, comentou sua atuação como “soberba”, e Power como "the seedy, stop-at-nothing exploiter of women",contrastando com os capa-e-espada e os papéis românticos anteriormente intepretados. O filme foi bem recebido e foi um sucesso de bilheteria.
Power voltou ao teatro em março de 1958, para a adaptação de Arnold Moss para a peça de George Bernard Shaw, Back to Methuselah, de 1921. Em setembro de 1958, Tyrone Power foi para Madrid e Valdespartera, na Espanha, para o filme épico “Solomon and Sheba”, dirigido por King Vidor. Ele filmara já 75% do roteiro quando teve um infarto agudo do miocárdio, enquanto estava filmando uma cena de duelo com seu amigo, George Sanders, e morreu a caminho do hospital. Yul Brynner ficou com o papel de Salomão e a edição usou várias das cenas de luta que Power havia filmado; um observador mais atento pode vê-lo em algumas das cenas, durante o duelo.
O último filme de Tyrone Power poderia ter sido com um gesto familiar, a dele com a espada na mão. É, talvez, mais reverenciado como um espadachim. O diretor Henry King comentou que o povo sempre lembraria dele com uma espada em punho: "People always seem to remember Ty with sword in hand, although he once told me he wanted to be a character actor. He actually was quite good – among the best swordsmen in films".

Tyrone Power casou com a atriz francesa Annabella (nascida Suzanne Georgette Charpentier) em abril de 1939. Eles se conheceram na 20th Century-Fox, na época em que trabalharam juntos no filme Suez. Annabella era uma grande estrela na França quando a 20th Century-Fox a trouxe para a América, e quando o chefe do estúdio Darryl F. Zanuck soube do relacionamento entre os dois fez objeções, devido ao fato de tal casamento fazer com que Power perdesse suas fãs. Zanuck ofereceu vários papéis para Annabella em filmes fora do país, para separá-los. Quando Power e Annabella casaram, contrariando Zanuck, a carreira de Annabella na 20th Century Fox sofreu um retrocesso. Após o casamento, Zanuck recusou colocá-la nos filmes, para punir sua desobediência. Nessa época, Tyrone Power deixou o estúdio para fazer o serviço militar, e Annabella passou a atuar em peças, para satisfazer seu desejo de interpretação. Em sua biografia, Annabella disse que Zanuck não pôde parar o amor entre eles. Seu casamento foi feliz por algum tempo, mas acabou quando Tyrone deixou os U.S. Marines, em 1943.
O relacionamento extraconjugal com Judy Garland pode ter contribuído para o fim do casamento, mas pode ter havido outras razões. J. Watson Webb, Jr., amigo íntimo e editor da 20th Century Fox, em A&E Biography, relata como uma das razões da ruptura o fato de Annabella não poder lhe dar filhos. Em março de 1947, em Photoplay, Power disse, em uma entrevista, que queria um lar com crianças. Annabella tentou esclarecer a situação em uma entrevista para a revista Movieland, em 1948, declarando: "Our troubles began because the war started earlier for me, a French-born woman, than it did for Americans". Ela explicou que com a eclosão da guerra na Europa se tornou infeliz e irritada e, para afastar a mente dos problemas, ela aceitara trabalhar no teatro, que a manteve afastada de casa por semanas e meses. "It is always difficult to put one's finger exactly on the place and time where a marriage starts to break up", ela disse. "But I think it began then. We were terribly sad about it, both of us, but we knew we were drifting apart. I didn’t think then - and I don’t think now - that it was his fault, or mine". O casal tentou recuperar seu casamento quando Power retornou do serviço militar, mas não conseguiu. Annabella declarou que ele voltara mudado da Guerra. Eles se separaram legalmente em 1946, e depois se divorciaram. Apesar do divórcio, ficaram amigos íntimos até a morte dele.
Após a separação de Annabella, Power teve um relacionamento com Lana Turner. Em 1948, fez uma viagem à Europa e sul da África, e se apaixonou por Linda Christian, em Roma, e ao voltar aos Estados Unidos, rompeu com Lana Turner. Em sua autobiografia, Turner disse que a MGM, seu estúdio, e a 20th Century Fox, estúdio de Power, conspiraram para o fim do romance, por medo de perder suas estrelas. Turner declarou que, durante a viagem de Power à Europa e sul da África, uma história dela jantando com Frank Sinatra, um amigo, foi levada até Power, que começou a suspeitar de sua fidelidade. Turner também declarou que foi coincidência demais Linda Christian estar hospedada no mesmo hotel de Tyrone Power, e insinuou que Christian havia conseguido o itinerário de Power com a 20th Century Fox.Power e Christian casaram em 27 de janeiro de 1949, na igreja Santa Francesca, com 8 a 10 mil fãs do lado de fora. Christian abortou três vezes, até dar à luz uma menina, Romina Francesca Power, em 2 de outubro de 1951. Uma segunda filha, Taryn Stephanie Power, nasceu em 13 de setembro de 1953. Na época do nascimento de Taryn, o casamento acabou. Em sua autobiografia, Christian declarou qe o casamento acabara devido aos relacionamentos extraconjugais do marido. Christian teve também um relacionamento, com Edmund Purdom, que criou tensão entre ela e o marido, e se divorciaram em 1955.
Após o divórcio, Power teve um longo relacionamento com Mai Zetterling,que conhecera no set de Abandon Ship, além de um relacionamento com a atriz britânica Thelma Ruby. Em 1957, no entanto, ele conheceu Deborah Ann Montgomery Minardos; casaram em 7 de maio de 1958, e ela logo engravidou. Deborah o acompanhou a Madrid em setembro de 1958, para a filmagem de Solomon and Sheba. Ela estava preocupada com seus problemas cardíacos, mas ele estava envolvido demais com o filme. Em 15 de novembro de 1958, durante a filmagem de uma cena de duelo, ele teve um infarto agudo do micárdio, e morreu. Seu filho, Tyrone Power IV, nasceu em 22 de Janeiro de 1959.

Em agosto de 1942, Power se alistou no United States Marine Corps, foi para o Marine Corps Recruit Depot San Diego e para a Officer Candidate School (U.S. Marine Corps) e Marine Corps Base Quantico, onde chegou a Segundo Tenente em 2 de junho de 1943. Pelo fato de ter 180 horas como piloto na Marine Corps, Tyrone Power ficou apto ao programa de treinamento de voo da Naval Air Station Corpus Christi, Texas, onde foi promovido a Primeiro Tenente. Power chegou a Marine Corps Air Station Cherry Point, Carolina do Norte em julho de 1944 e foi designado para o VMR-352 como um copiloto R5C. O esquadrão mudou para Marine Corps Air Station El Toro, na Califórnia, em outubro de 1944. Power esteve com os Marines durante a Batalha de Iwo Jima e a Batalha de Okinawa, e voltou para os Estados Unidos em novembro de 1945. Foi promovido a Capitão de reserva na Marine Forces Reserve em 8 de maio de 1951, mas não foi chamado para a Guerra da Coreia.
Em junho de 2001, num comunicado da Marine Air Transporter, Jerry Taylor, um instrutor de voo reformado da Marine Corps, relatou memórias da Segunda Guerra Mundial. Ele contou sobre o treino de Tyrone Power como piloto, declarando: "He was an excellent student, never forgot a procedure I showed him or anything I told him". Outros que serviram com ele também comentaram sobre sua habilidade.
Tyrone Power foi homenageado com a impressão de suas mãos e pés na calçada do Grauman's Chinese Theatre em 31 de maio de 1937. Foi homenageado ao lado de Loretta Young, por ocasião da estreia do filme Cafe Metropole, e nessa época tinha 23 anos e era uma grande estrela há apenas 6 meses. Ele assinou no cimento: "To Sid - Following in my father's footsteps", como tributo a seu pai, ator de teatro e de cinema, Tyrone Power, Sr..
A estrela de Tyrone Power na Calçada da Fama pode ser encontrada no 6747 Hollywood Blvd.yrone Power foi sepultado no Hollywood Cemetery, atualmente conhecido como Hollywood Forever Cemetery, em Hollywood, Califórnia, em 21 de novembro de 1958, com honras militares. Foi velado na Capela de Psalms, no Hollywood Cemetery, sob o serviço do Capelão Thomas M. Gibson. O caixão foi carregado por oficiais da United States Marine Corps e pelos amigos Charles Laughton, Raymond Massey, Tommy Noonan, Theodore Richmond, Murray Steckler, Cesar Romero, Watson Webb, Milton Bren, James Denton, George Sidney, George Cohen, Lew Schreiber, Lew Wasserman e Harry Brand. Cesar Romero apresentou um tributo fúnebre, usando as palavras do grande amigo e colega de atuação de Tyrone, George Sanders. Sanders escrevera tal tributo no set de Solomon and Sheba, poucas horas após a morte de Power, e escrevera o seguinte

Voando sobre o velório estava Henry King, que o dirigira em onze filmes. Vinte anos antes, Tyrone havia voado com King, no avião deste, no set de Jesse James, no Missouri. Fora a primeira experiência que Power tivera com voo, o que influenciou grande parte de sua vida, desde sua entrada nos U.S. Marines até sua vida partivular. No prefácio de The Films of Tyrone Power, de Dennis Belafonte, King diria: "Knowing his love for flying and feeling that I had started it, I flew over his funeral procession and memorial park during his burial, and felt that he was with me".
Tyrone Power foi sepultado em uma das mais belas partes do cemitério, perto de um pequeno lago. Sua tumba foi formada por uma única pedra, em forma de um banco de mármore. Sobre a pedra foram colocadas máscaras da comédia e tragédia, com a inscrição: "Good night, sweet prince". Sobre seu caixão, Lawrence Olivier escreveu o poema "High Flight".
Em 8 de dezembro de 1958, as córneas de Tyrone Power foram doadas, como desejara, para a Estelle Doheny Eye Foundation, para estudos ou transplante.
No 50º anniversário de sua morte, Power foi homenageado pela American Cinematheque com um fim de semana de filmes e lembranças com familiares e colegas de atuação. O evento foi realizado no Egyptian Theatre, em Los Angeles, de 14 a 16 de novembro de 2008.

Mais de 20 anos após a morte de Tyrone Power, Hector Arce citou, de fonte anônima, a declaração de que Power era bissexual. Em autobiografia feita em 1994, Crying With Laughter, o comediante e ator britânico Bob Monkhouse declarou ter rejeitado as investidas de Power. O crítico de modas Mr. Blackwell, em sua autobiografia de 1995 From Rags to Bitches, declarou que encontrara Power com um jovem ator em "momentos românticos em seu camarim e fazia longos passeios acelerando entre Sunset Boulevard e Malibu". Em seu livro, Errol Flynn: The Untold Story, o autor Charles Higham alega que Power tinha um relacionamento sexual com o ator australiano Errol Flynn.De acordo com William J. Mann, em seu livro Behind the Screen: How Gays and Lesbians Shaped Hollywood, 1910-1969, Power se envolvia em relacionamentos homossexuais. Em seu livro The Evening Crowd at Kirmser's: A Gay Life in the 1940s, Ricardo J. Brown confirma que quando esteve em Nova Iorque, vira "a lot of queer people in the theater and the movies", entre eles Tyrone Power e Tallulah Bankhead. Em Oops, I Lost My Sense of Humor, Lois M. Santalo escreve que "muitas estelas do cinema, da época de Tyrone Power, eram gays". Em Who's Who in Contemporary Gay and Lesbian History: From World War II to the Present Day, Robert Aldrich e Garry Wotherspoon's colocam Power em "Lista de astros e estrelas campeãs de bilheteria que eram gay ou bisexual".Mulheres com que Power foi casado ou teve relacionamentos sempre negaram o conhecimento de sua inclinação homossexual. Sua segunda esposa, Linda Christian, relatava que ela e Power tinham uma relação intensa e descreve seu amor por outras mulheres. Lana Turner, em seu livro de 1983 The Lady The Legend The Truth, e Mai Zetterling, em All Those Tomorrows (1986), descrevem longos relacionamentos com Power. Outras mulheres com quem esteve envolvido foram Gene Tierney, Sonja Henie, Judy Garland, Anita Ekberg e Mary Roblee, uma editora. Os amigos mais próximos de Power refutaram a ideia de sua bissexualidade: Robert Buck, um piloto que serviu com Power em uma viagem à Europa e África do Sul em 1947, em sua autobiografia North Star Over My Shoulder, em resposta aos rumores, declarou: "E enquanto eu falo sobre Ty, eu quero deixar bem claro, e o mais alto que eu puder: ele não era homossexual...".
Quando inquirida sobre o assunto no Phil Donahue Show, em 1982, Lana Turner disse: "I can only say this, naturally I only heard about it after his death. I think some terrible person wrote a book, but all the time I knew him there was never a sign of it. Believe me he was all man". Enquanto atuava a serviço da Pfizer, em 1985, Alice Faye disse: "Well, we were all babies. We had a great time working together...I never saw any sign of any such thing". Em On Sunset Boulevard, de Ed Sikov [descrevendo uma viagem que Billy Wilder fizera com Power e Charles Laughton]: "Wilder não via evidências de homossexualidade em Power". William Martin, primo de Tyrone e seu amigo íntimo, que também morou com Tyrone em Hollywood de 1936 a 1939, sempre declarou que tais rumores eram completamente absurdos. "Se Ty se tornou bisexual, então ocorreu após 1939", disse Martin.Sua filha Romina declarou: "Tyrone Power was not gay or bi-sexual. It's too easy to make a fast buck off of someone who is not around anymore to tell the true story. It's interesting to see what people suppose about one's parent. But more interesting yet, is the truth"] Demais referências sobre o homossexualismo de Power opodem ser encontradas ainda em: Investigation Hollywood, de Fred Otash, The Gift Horse, de Hildegard Knef, Linda: My Own Story, de Linda Christian, Lana: The Lady, the Legend, the Truth, de Lana Turner, Revista Whisper, de 1954; No More Tomorrows, de Mai Zetterling, Debbie: My Life, de Debbie Reynolds, People Will Talk, de John Kobal, Queen of Ice, Queen of Shadows: The Unsuspected Life of Sonja Henie, de Raymond Strait, Self-Portrait, de Gene Tierney e Mickey Herskowitz, e In Spite of Myself: A Memoir, de Christopher Plummer.